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Obra da Codevasf trará segurança hídrica à bacia do rio Verde na região de Irecê

  • Em Cidades
  • 15-10-2019
  • Por Irecê Notícias
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Foto: Reprodução

Estudo de viabilidade técnica e ambiental do sistema adutor de reforço para a bacia do rio Verde, na região de Irecê, está em fase de conclusão pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)

O empreendimento tem como objetivo incrementar a segurança hídrica da bacia, durante a estiagem, a partir do rio São Francisco e outras fontes até a barragem de Mirorós. Cerca de 93,3 mil pessoas dos municípios de Ibipeba, Itaguaçu da Bahia, Gentio do Ouro e Xique-Xique serão beneficiadas com a obra que vai disponibilizar água para abastecimento humano e animal.

Bem como para o Projeto Público de Irrigação de Mirorós (PIM), operado pela Codevasf, além de outros empreendimentos agrícolas em áreas com potencial para a agricultura irrigada. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 800 milhões no sistema adutor.

“O semiárido sempre foi afetado por grandes secas, sendo as estiagens consideradas como efeitos normais. No entanto, nos últimos anos as estiagens vêm afetando e castigando de forma prolongada a região. Devido a isso, muitos municípios baianos que estão em situação de emergência devido à seca, inclusive os pertencentes ao Território de Identidade de Irecê, serão diretamente beneficiados com a implantação do sistema adutor de reforço hídrico do rio Verde”, explica o engenheiro Nelson Luiz Pugliesi, analista em Desenvolvimento Regional da Codevasf e fiscal do contrato de elaboração dos estudos.

A obra deve se concentrar em boa parte nos municípios de Ibipeba e Itaguaçu da Bahia. Será implantado um canal a partir da tomada d’água CS-2 do canal principal do Projeto Baixio de Irecê e se estenderá até a sede do município de Itaguaçu da Bahia, além de uma adutora entre o final desse canal e o PIM, onde atualmente estão sendo irrigados pouco menos de mil hectares. Com o reforço hídrico, o projeto poderá recuperar sua capacidade produtiva que já foi de 1,8 mil hectares ou atingir sua capacidade máxima de 2,6 mil hectares.

Pugliesi ressalta que a situação de agricultores e criadores é cada vez mais difícil, pois muitos dependem da água da barragem de Mirorós para garantir renda para a família. “O período anterior de chuvas, que começou em novembro e foi até o fim de março, não trouxe o alívio esperado pelos produtores. Dos 158 milhões de metros cúbicos de água que já encheram o lago da barragem, restaram apenas 7,44 milhões”, explica.

Fonte: Ascom/Codevasf